domingo, 6 de julho de 2014

A ditadura disfarçada

Assim
Imagem-We heart it

Eu quero a liberdade. Sim, eu sei, sou livre. Quer dizer, vocês acham que eu sou ou que são. Se eu não fosse tão complicada também seria feliz achando a mesma coisa. Mas eu quero mais. Essa liberdade tá pouca. Quero ser livre dos padrões e dos conceitos. Livre de todas as perguntas clichês. Quero não ter que me sentir estranha por pensar diferente. Ou por agir de forma diferente. Uma liberdade que inclui viver vinte quatro horas o seu eu verdadeiro sem ter que dar falsos sorrisos. Quero viver de verdade. Seria ótimo passar todas as horas do dia só com quem amamos. Mas às vezes nem essas pessoas nos permitem ser quem verdadeiramente somos. Quantas vezes escutamos “você já não tem idade para isso”, devemos usar o bom senso, mas porque não posso gostar de coisas que adolescentes gostam. Por que não posso assistir desenhos animados aos vinte e três anos? Há algum problema em ainda ser encantada com as princesas da Disney? Não veja isso ou aquilo, não escute isso ou aquilo, não leia isso ou aquilo. Mas se você vê, escutar ou ler, por favor, não conte! Ou fatalmente servira de chacota aos outros. É difícil contrariar o certo. E gostar de tudo isso não me faz ter menos maturidade. Aliás, conheço muita gente “adulta” que tem menos maturidade do que algumas crianças de cinco anos. Deixem-me ser quem eu quiser e como eu quiser. Eu não estou invadindo seu espaço, respeitem o meu. Eu só quero a liberdade de respirar a minha verdade sem me sentir culpada. Não peço que gostem das mesmas coisas que eu. Não gente, eu não tenho a síndrome do Peter Pan, eu cresci e gosto de ter crescido, só não me tornei insensível as minhas referencias da infância. Sou madura o suficiente para ainda voltar e admirar a força e a energia que apesar de muita, hoje, não se compara as daquele tempo que foi ontem. Viver requer muito mais do que apenas essa busca pelo amadurecimento. Inclusive acho que o mundo esta assim porque nos esquecemos de alimentar essa essência infantil. Deixem que eu me apresente assim, como uma criança, ou uma adulta ainda encantada com esse lado infantil. E apesar das descrenças, afirmo, que mesmo quando criança ou adolescente, como queiram, eu já aflorava o meu lado adulto. E, agora adulta, deixo aflorar o meu lado infantil. E vivo em harmonia com os dois lados. Mesmo com os meus carrascos tentando me aprisionar usando a lei a maturidade.

sábado, 5 de julho de 2014

Uma história para cada fotografia - Parte I

Vintage
 Imagem - We heart it

Eu havia acabado de me mudar. Aquele lugar era lindo. Eu adorava andar em volta daquela lagoa. Várias pessoas conversando, namorando, praticando exercícios físicos. Era aconchegante e me trazia paz. Semanas se passaram e eu fui me adaptando a nova cidade ao novo trabalho. Fazendo novos amigos. As pessoas eram alegres, hospitaleiras, de fácil comunicação. Apaixonante a nova fase da minha vida. E apesar da falta dos velhos amigos e da família, eu estava indo muito bem.

 Como todos os dias acordei às oito da manhã tomei um banho quente e um café da manhã reforçado. Vesti um vestido floral solto e coloquei uma rasteirinha de pedraria, peguei um casaco leve meus livros e sai para o meu primeiro dia no curso de fotografia. E saindo na portaria do meu prédio cumprimentei o porteiro com um sorriso largo entre os lábios pintados com um batom rosa clarinho. Caminhei até o ponto de ônibus pensando em como seria incrível o meu novo curso. 

Como eu fiquei feliz ao me inscrever naquela turma. O nome do professor é Théo Abromovizt e no folheto dizia que é um fotografo renomado e muito talentoso. E foi assim que eu havia me convencido de participar. Desci do ônibus e o ponto ficava bem em frente à escola, não levei nem três minutos e já estava na recepção para perguntar onde ficava a minha sala. A recepcionista me direcionou e completou dizendo que a aula começaria dentro de quinze minutos.

 Então eu me virei para passar o tempo que faltava em uma sala de espera que ficava em frente à recepção. Foi quando eu esbarrei em um cara alto, moreno, magro e com um sorriso lindo. Mas aquele olhar e aquele nariz, eles me lembravam de algo. Quer dizer, alguém. Será que era aluno como eu? Bom, também não importa agora. Ele estava sorrindo pra mim e perguntando se estava tudo bem. Então eu sorri meio sem graça e respondi “estou sim, obrigada”, ele me entregou o livro que havia caído e entrou. Ele seguiu saudando a recepcionista, a quem ele chamava de Anne. E eu tive a certeza de que ele não era mais um estudante e sim algum funcionário daquela escola. 

Esperei mais alguns minutos até que Anne com um sorriso simpático me disse que a aula iria começar. Dirigi-me até o corredor e avistei a minha sala. Incrível todo aquele material, todas aquelas câmeras. Meu Deus, eu estava estonteada. Os alunos iam entrando e se posicionando em seus lugares enquanto eu namorava todo aquele espaço. Até que eu ouvi a voz do professor nos cumprimentando pelo primeiro dia de curso. Então me virei e dei de cara com o mesmo cara que eu havia esbarrado. Era o meu professor, o fotógrafo que eu ouvi  falar tão bem, Théo Abromovizt. 

O dono daquelas fotos que eu estava nitidamente encantada. Não conseguia entender o “por que” daquele misto de surpresa e vergonha. Ele iniciou a aula, vestia uma calça jeans, uma camiseta branca bem básica e um all star preto. O cabelo com um corte moderninho. Todo simpático e atencioso. Mas eu tinha a impressão que ele também havia me reconhecido. Entre uma teoria ou outra e as dicas de como modificar a fotografia só com a abertura do obturador, ele ia fotografando e eu cada vez mais me apaixonando pelo curso.

A aula acabou e eu guardei minhas anotações e estava indo embora. Uma colega de curso veio atrás de mim andando ligeiro e logo perguntou “oi, você está indo para o ponto de ônibus?”, só olhei para ela e confirmei com a cabeça e sorri,“ meu nome é Carolina, mas pode me chamar de Carol” assenti com a cabeça e respondi “ Prazer em conhece-la Carol, meu nome é Mônica”, ela sorriu e perguntou “Posso te acompanhar, sou nova por aqui e não gosto de ficar sozinha”, eu sorri e disse que sim. 

Carolina, ou melhor, Carol falava muito e era difícil participar da conversa, ela preferia fazer um monólogo. Contou sobre seus pais e sua vida na outra cidade, o que tinha levado ela a morar sozinha. Falou também sobre o irmão e seu antigo namorado. “Mônica você não tem um apelido, sei lá, de infância?”, perguntou ela em meio a montanha de informação que me passava. “Na minha casa, entre a minha família e amigos mais próximos me chamam de Nina”, respondi e ela pareceu concordar, logo completou “Nina, gostei! Bem melhor do que falar Mônica o tempo todo. Nada contra o seu nome, mas é que Nina facilita né”, eu apenas sorri e concordei e deixei que ela terminasse a história, quer dizer, as histórias que ela estava me contando. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Vista suas decisões


Imagem - Google
É difícil decidir. Você não acha? Toda decisão vem acompanhada de uma consequência. Boa ou ruim. Não há como saber, pelo menos na maior parte das vezes, se está tudo certo ou errado. Quem sabe decisão esteja sempre na mesma sentença que o verbo arriscar. Você decide que irá se arriscar e gera uma consequência. Essa regra não vale para decisões com resguardo de outros. Afinal, a decisão é sua e o problema que ela gerar também. Não vale se colocar como coitadinha, ou “fazer” a deprimida. Aquela personagem em que o mundo não presta atenção, marginalizada, esquecida e descriminada. Chega né gente. Tenho alergia de gente que adora se fazer de coitadinha. Confesso que já tive o meu tempo. E naquele tempo chamavam de manha de criança. Enfim... Passou, graças aos céus. O ponto focal é que é um saco ouvir pessoas se lamentando sem procurar um rumo para tomar. Que saco! Nada cai do céu, fora a chuva. Corre atrás. Ninguém está isento de sofrer ou sentir-se mal por alguma coisa ou alguém. Mas não dá para ficar batendo sempre na mesma tecla, certo?! Para tudo tem um tempo e uma saída. A curto, a médio ou a longo prazo. Entretanto, há. O importante é lembrar que nada na vida é de graça. E que ficar em casa se lamentando não vai resolver seus problemas. Contar aos outros também não, pode até aliviar, mas não vai resolver. Não dá para buscar a solução do seu problema no outro. Seja quem for. Seja qual problema for. Você é dono do seu destino. Você vai ser as escolhas que fizer. Escolher é decidir. Não coloque no outro as suas frustrações e culpa. Ninguém tem culpa, a não ser você mesma. Chega de discursos feministas infundados, copiados e incrédulos; a menos você acredite verdadeiramente e viva a ideologia. Seja mais fiel a você mesma e se assume como é. A coisa mais chata é ver a falsidade e descaso nas pessoas. Eu não sou perfeita e nem hipócrita, que é um tanto contraditório. Nunca usei de mentiras e nem me omiti para conseguir algo, ou me aproximar de alguém. Sempre fui eu e me mostrei nua e crua aos que me acompanham. Deixei cair as máscaras e vesti minhas decisões. Foi assim, simples e não menos complicado. Só que fazer sempre o que os outros esperam que você faça é muito ruim. Te tira a identidade e o direito de errar. O aprendizado de viver é o errar. Cair e levantar várias vezes. A dignidade não mora no que você tem, mas sim no que você é. E como já li em algum lugar “ o que é simples me fascina”. Na simplicidade conhecemos o Eu do outro. Decidam por ser o que há melhor em você. Mesmo que não agrade a todos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O dia que eu ganhei o balde da Malévola.


 

 
Poucas as vezes que você encontra pessoas que parecem ser suas almas gêmeas. E não, eu não estou falando do novo carinha que eu conheci. Elas são malucas e conseguem fazer uma tragédia virar comédia em menos de meio segundo. Parece que nasceram com aquela cara de sapeca. Eu, a que está sempre atrasada. Rosana, a elétrica, não para de falar um segundo. Rayane, a salvadora, a pessoa mais certa das três. O que parece a tarefa mais fácil para os demais, sempre acaba em pequenos desastres para nós. Vou começar a explicar: Ninguém fala ao telefone quando está ao lado da outra pessoa que se faz a chamada, certo? E ninguém resolve subir a escada rolante só para se dar ao luxo de visitar o terraço do shopping. Eu fico imaginando quem é que corre pela praça de alimentação tentando encontrar a escada certa para o cinema. E quando consegue encontrar se decepciona com o tamanho da fila para comprar a pipoca. Enquanto torcemos para a fila andar mais rápido ensaiamos como fazer o pedido e não atrasar para a seção que já começou. “Então gente qual vai ser? ”, eu pergunto, “uma pipoca mega e três refrigerantes médios, com pedras grandes de gelo” a Rosana responde. “Então tudo bem uma pipoca mega, dois refrigerantes com um aicebarg cada e um suco de uva, por que eu quero suco”, falo tentando ser engraçada, mas só quem ri é a Rayane. Juro que e ensaiei isso durante o tempo que permaneci ali, que foram mais ou menos três minutos. Então chegou a nossa vez e sem nem respirar eu dito os pedidos para o atendente em uma velocidade que nem eu mesma acreditei, e ainda acrescentei achando ser a comediante os aicebarg, ao invés de pedir pedras de gelo como uma pessoa normal. Sem dar a menor atenção ao meu desespero ele retribui com um sorriso largo e me diz: “temos o combo com uma pipoca grande e o refrigerante de um litro e meio que vai sair bem mais barato”. Não tinha essa fala no meu ensaio, era pra ser um monologo. “E ai gente, vamos pegar esse combo? ”, e foi quando eu avistei o balde da malévola, sem pestanejar eu pergunto “ o combo vem com o balde da malévola? ”. O atendente riu um pouco mais - com certeza me achando uma retardada mental com problemas de ausência de infância, okay, esse problema eu acabei de inventar - então ele responde “ esse não, o combo com o balde é um pouco mais caro e não é recarregável”. A Rosana se propõe a decidir, como uma mãe bondosa, “ vai moço, pelo amor de Deus, me dá esse balde ai mesmo por que eu já não ia vir aqui recarregar nada mesmo e se essa menina não ganhar esse balde da malévola ela vai morrer”. E foi assim que eu em um surto mental peguei o balde cheio de pipoca e corri para a sala de cinema para assistir ‘A culpa é das estrelas’.


 



terça-feira, 1 de julho de 2014

A Culpa é das Estrelas - John Green


Então gente, ontem, eu fui finalmente assistir ao filme “A culpa é das estrelas” baseada na obra do autor John Green. Eu, ou melhor dizendo, nós adoramos a adaptação. Sim, por que fui com duas amigas. Entre as gargalhadas e as lágrimas que a história proporciona, fiquei impressionada com o cuidado que a produção teve para trazer o mais próximo do livro.

 É claro que um livro não cabe em duas horas de filme. Mas não deixou a dever. A história de Augustus Waters e Hazel Grace já tinha ganhado o público jovem há algum tempo. Agora se concretizou nas grandes telas.

A história da adolescente de dezoito anos que luta contra o câncer desde os treze. E embora sua doença tenha regredido, sendo considerada um milagre para a medicina, o capítulo final de sua história foi escrita quando se deu o diagnóstico. Mas ao começar frequentar um grupo de apoio para crianças com câncer, ela conhece Augustus Waters, o Gus. Juntos eles vivem seus pequenos infinitos enfrentando os conflitos da adolescência e do primeiro amor.

( Cenas do filma - Google)
A história com um ar de romantismo pode até ser chamativa. Afina, falou-se de câncer e amor, avalia-se que no final tudo acaba em uma grande poça de lágrimas. Mas o que mais me chamou atenção nessa obra foi a forma leve que o autor retrata a vida desses jovens. Sem deixar passar nem um de seus dramas, traz uma mensagem, quem sabe um pedido de vida; Seja como Hazel que teme em fazer as pessoas sofrer se comparando a uma dinamite, ou como Gus, que teme em ser esquecido.

Mesmo com um tempo tão curto e com tanta dificuldade os personagens se permitem viver e a conviver com os limites imposto pela doença. E quando juntam todo o bom humor de Augustos com a inteligência de Hazel, os dois se tornam uma dupla perfeita.

Esse filme é daqueles que podemos assistir mil vezes sem nos cansarmos. A trilha sonora é excelente, as cenas são lindas, os atores casaram bem no papel e as partes mais importantes foram apresentadas. Tudo de uma forma natural. Sem aquele apelo de culpa e melancolia. Apaixonante. Se você não viu o filme, corre. Não seja tolo, leia também o livro. “Uma história dolorosamente bela” – School Library Journal.
(Capa do livro e o autor Jonh Green-Google )

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Deixar ir


Imagem- We heart it
 
Eu corri tanto. Acelerei inúmeros projetos. Reorganizei minhas despesas. Minha vida correu pra compensar o tempo que eu estava parada. Quando percebi não havia mais você ali. Simplesmente porque não tinha mais espaço. Eu não dei espaço e nem deixei o acaso criar casos. Eu esqueci de lembrar. E não é que funciona?! Perdi você na bagunça e acho que joguei fora sem notar quando resolvi que lixo e coisas sem utilidades não se acomodariam mais no meu armário. E você pergunta por que fui tão tempestiva e cruel. Por quê? Bem, talvez eu não saiba responder. E nem faço força para isso. Uma vez que não posso dar-lhe a honra de ainda ter um segundo do meu tempo. Então... O caminhão do lixo passou, achei que seria miserável da minha parte doar você a outra pessoa. Não é do meu fetil dar porcaria aos outros. Você ainda está ai fazendo juras no passado? Resta-me sorrir enquanto finjo que escuto. Sei fingir tão bem quanto você. Encontrei meu cinismo e vou usa-lo. Eu me importo com o fato de você ainda estar aqui querendo tomar meu tempo. Não tem tempo, eu estou andando. E o mapa que você tanto procura não existe mais. O premio que você achou ter tido e agora está novamente em busca, nunca foi seu! A direção mudou, o vento mudou. O mundo agora é meu. Mas se quiser encontrar o resto que ficou jogado de você ... Vê ali na calçada, afinal, alguma caixa pode ter rasgado e caído algum pedaço. Entretanto, com a sorte que eu tenho de me livrar de trastes, a chuva deve ter varrido para o esgoto.
 


#Tatendocopa

Untitled
Imagem-We heart it
 
O assunto mais comentado no Brasil e no mundo nesses últimos tempos. No país do futebol é impossível não respirar o mundial no seu acontecimento. E assim como cantado nos estádios, eu também, sou brasileira com muito orgulho e com muito amor. Inclusive, sou mulher e gosto de futebol e não só durante a copa. O que não vem ao caso agora. O fato é que estávamos em “luta” contra a corrupção e gasto excessivos. Nunca fui contra o mundial. Só não fui e nem sou a favor da grande roubalheira com o dinheiro público. Mas não estou fazendo um texto basicamente político. E nem por isso estou vendando os olhos e me abstendo da minha responsabilidade que será em outubro. Quero dizer que passamos longos anos sofrendo o caos que os nossos governos vêm nos impondo. Mas é o momento que temos para relaxar e unir todos os países, continentes e não podemos fazer feio. E isso não significa colocar um BRAZIL em voga. Por que a minha paixão é o Brasil, esse mesmo com um “S”, de raras belezas, de culturas múltiplas, de pessoas elegantes e, que apesar das dificuldades do dia a dia, coloca o sorriso no rosto e grita gol. Não é um país utópico. Apesar de cada coração ter um sonho. A copa é nossa. E torcemos a cada jogo para que o título também seja. Rumo ao hexa: não é assim que gritamos? Ouvir a torcida gritar que o campeão voltou. Uma nação unida. A mesma que já ouvi dizer que não era patriota. Se isso não é uma demonstração de patriotismo, me corrijam. Cantar o hino fazendo a capela. Fomos nós que ensinamos isso ao mundo. A FIFA pode ter protocolado muitas coisas e acontecimentos. Mas mostramos, mesmo que de uma forma muito pequena, eles não conseguiram calar a nossa voz. Mesmo que dentro do estádio. Mesmo com um ato pequeno perto do que somos capazes de fazer. E danem-se as críticas aos nossos manifestos. Estamos em casa, nossa casa. E surpreendendo todo o mundo. Com a copa das surpresas no campo, com a beleza brasileira nas ruas, com a boa hospitalidade, com a nossa gastronomia, com uma boa recepção. E vamos lá. Muitos ainda vão citar vários problemas que eu também sei que existem. Venho aqui, hoje, como torcedora de uma seleção que luta e sofre dentro de campo para retribuir dar alegria para a torcida, mesmo que sejam pagos por isso. Que vem entreter ricos, pobres, negros e brancos para lhe tirar um grito de gol e ver a felicidade nos lábios. Está tendo copa. Tem copa, sim. Tem Brasil, sim. Tem torcedor, sim. E eu estou na rua, em casa, nos bares, nas fun fast. Estou aonde o meu coração me levar para gritar gol e no final sambar. Por que mesmo que uns e outros não goste: Sim, esse é o Brasil de vários ritmos, mas conhecido pelo samba. De várias festas tradicionais, mas lembrado pelo carnaval. O mesmo Brasil que vem amadurecendo lentamente nos outros esportes, mas que ainda sim, mesmo não sendo o grande favorito da copa, nós somos o país do futebol. É taça na raça. É coração a mais de mil. É com erros e defeitos. Esse é o meu, o seu, o nosso: BRASIL.


Plus Size


Imagem- Google

Quem dita padrão de beleza? Hoje temos facilidades de informação. Certo! Temos, também, um leque de opções. Começaram a entender que o manequim não terminava no número 42. E que não há só um tipo de pele ou cabelo. O que dirá das cores. Agora a moda encontrou um novo público alvo. O mundo plus size vem em voga para ressaltar um pouco da exclusão que o público acima do peso sofreu durante anos. Uma moda originada nos Estados Unidos, vem chegando no Brasil e se acomodando com foça total.
Dois anos atrás eu começava a escutar sobre essa nova tendência no mundo da moda. Muito timidamente começava a tomar conta de programas de variedades e telenovelas. Atualmente discutida com mais liberdade e nem um pouco de timidez a moda plus size rouba a cena e deixa muitos padrões tradicionais no chinelo. Obviamente não com a dimensão dos demais.

Mas não pensem que basta estar acima do peso para entrar nesse mundo. Requer muita técnica e disciplina. Há, assim como para modelos padrão, muitos mercados para as modelos plus size, mas nada é dado de graça. Apesar de “não precisar” se privar das gostosuras, tem todo um cuidado envolvido.

E lembrando as sonhadoras, vida de modelo não é tão glamorosa quanto parece. O trabalho é duro e muito cansativo. Agora que você sabe que novos padrões estão sendo aceito no mundo da moda, não vá com tanta sede, procure profissionais especializados e agencias serias. E com muito trabalho se torne uma excelente modelo, por você.

As Tontas Não Merecem o Céu

imagem- We heart it
 
Conforme a gente cresce muitas coisas mudam. Obvio. Mas o que torna mais importante essas fases é você perceber as suas evoluções. Quando crianças amamos e adoramos as pessoas sem limites. Independentemente do que elas nos façam ou fale. Temos a facilidade de perdoar e esquecer os erros alheios e até os nossos. Quando entramos na adolescência, facilmente somos magoados. Pequenos acontecimentos se tornam grandes tragédias. Criamos grandes casos e não perdoamos coisas banais. Percebemos nos outros erros que existem em nós, mas que neles condenamos. Nos tornamos juízes dos outros e detestamos que batam de frente conosco. É! Ser adolescente não é fácil. Ser criança era bem melhor. Surgem os primeiros relacionamentos. Os primeiros amores. Laços que, talvez, sobreviva durante toda a vida. Nos misturamos e nos perdemos no mundo que criamos. Nessa fase tudo vale, tudo é permitido. Afinal, você pode e tem o direito de errar. Dá tempo de concertar e você ainda pode colocar a culpa na idade, na imaturidade. A mesma imaturidade que depois dos quinze aprendemos a berrar ao mundo que temos. Gritamos também que temos personalidade e ditamos o que iremos fazer e o que nunca faremos. Uma fase longa. Os relacionamentos são alimentados de altos e baixos. Descobrimos o ciúme, a rotina a dois, como lidar com a sogra, com os amigos dele, entre outras coisas. Até que temos que dar adeus ao ensino médio. Tudo vai mudar. E ai você vai descobrir que o mundo da escola, que foi bem cruel, pode ter sido os melhores anos da sua vida. Na perspectiva da preguiça, posso confessar também. Mas todo o resto faz muita falta, como estar com os amigos todos os dias. Mas logo vem a faculdade, um novo mundo, novos amigos e muitas outras informações. O que aprendemos mais rápido é a pressa. Ter pressa. Temos que ser ligeiros. Tudo passa com uma rapidez incrível. Começamos a não ter tempo. Estar com os amigos torna-se difícil. Aquele tempo de bobeira depois da escola é substituído por um almoço rápido para poder correr para o trabalho ou estágio. Até a vida sentimental cobra mais. Tudo vem te pedindo mais tempo e responsabilidade. Uma chatice completa? Não. Aprendemos a nos “virar”. Tornamo-nos verdadeiramente independente. Mas não nessa velocidade. Apesar de tudo pedir pressa, as coisas acontecem no seu tempo. E pode demorar. E demora! Mas tudo se encaixa. Ai você tem a certeza de que não vai morrer porque terminou o namoro. Ou achar que aquela briga com a sua mãe vai durar para sempre e vocês jamais iram se falar novamente. O contrário, ela vai se tornar sua melhor amiga. Vais entender que nem todos que te rodeiam e sorri em sua direção gosta de você ou é seu amigo. Vai aprender a lidar com todas as situações e ceder quando necessário. Vai cair muitas vezes até se tornar uma mulher. E então irá descobrir que as tontas não merecem o céu.