segunda-feira, 30 de junho de 2014

Deixar ir


Imagem- We heart it
 
Eu corri tanto. Acelerei inúmeros projetos. Reorganizei minhas despesas. Minha vida correu pra compensar o tempo que eu estava parada. Quando percebi não havia mais você ali. Simplesmente porque não tinha mais espaço. Eu não dei espaço e nem deixei o acaso criar casos. Eu esqueci de lembrar. E não é que funciona?! Perdi você na bagunça e acho que joguei fora sem notar quando resolvi que lixo e coisas sem utilidades não se acomodariam mais no meu armário. E você pergunta por que fui tão tempestiva e cruel. Por quê? Bem, talvez eu não saiba responder. E nem faço força para isso. Uma vez que não posso dar-lhe a honra de ainda ter um segundo do meu tempo. Então... O caminhão do lixo passou, achei que seria miserável da minha parte doar você a outra pessoa. Não é do meu fetil dar porcaria aos outros. Você ainda está ai fazendo juras no passado? Resta-me sorrir enquanto finjo que escuto. Sei fingir tão bem quanto você. Encontrei meu cinismo e vou usa-lo. Eu me importo com o fato de você ainda estar aqui querendo tomar meu tempo. Não tem tempo, eu estou andando. E o mapa que você tanto procura não existe mais. O premio que você achou ter tido e agora está novamente em busca, nunca foi seu! A direção mudou, o vento mudou. O mundo agora é meu. Mas se quiser encontrar o resto que ficou jogado de você ... Vê ali na calçada, afinal, alguma caixa pode ter rasgado e caído algum pedaço. Entretanto, com a sorte que eu tenho de me livrar de trastes, a chuva deve ter varrido para o esgoto.
 


#Tatendocopa

Untitled
Imagem-We heart it
 
O assunto mais comentado no Brasil e no mundo nesses últimos tempos. No país do futebol é impossível não respirar o mundial no seu acontecimento. E assim como cantado nos estádios, eu também, sou brasileira com muito orgulho e com muito amor. Inclusive, sou mulher e gosto de futebol e não só durante a copa. O que não vem ao caso agora. O fato é que estávamos em “luta” contra a corrupção e gasto excessivos. Nunca fui contra o mundial. Só não fui e nem sou a favor da grande roubalheira com o dinheiro público. Mas não estou fazendo um texto basicamente político. E nem por isso estou vendando os olhos e me abstendo da minha responsabilidade que será em outubro. Quero dizer que passamos longos anos sofrendo o caos que os nossos governos vêm nos impondo. Mas é o momento que temos para relaxar e unir todos os países, continentes e não podemos fazer feio. E isso não significa colocar um BRAZIL em voga. Por que a minha paixão é o Brasil, esse mesmo com um “S”, de raras belezas, de culturas múltiplas, de pessoas elegantes e, que apesar das dificuldades do dia a dia, coloca o sorriso no rosto e grita gol. Não é um país utópico. Apesar de cada coração ter um sonho. A copa é nossa. E torcemos a cada jogo para que o título também seja. Rumo ao hexa: não é assim que gritamos? Ouvir a torcida gritar que o campeão voltou. Uma nação unida. A mesma que já ouvi dizer que não era patriota. Se isso não é uma demonstração de patriotismo, me corrijam. Cantar o hino fazendo a capela. Fomos nós que ensinamos isso ao mundo. A FIFA pode ter protocolado muitas coisas e acontecimentos. Mas mostramos, mesmo que de uma forma muito pequena, eles não conseguiram calar a nossa voz. Mesmo que dentro do estádio. Mesmo com um ato pequeno perto do que somos capazes de fazer. E danem-se as críticas aos nossos manifestos. Estamos em casa, nossa casa. E surpreendendo todo o mundo. Com a copa das surpresas no campo, com a beleza brasileira nas ruas, com a boa hospitalidade, com a nossa gastronomia, com uma boa recepção. E vamos lá. Muitos ainda vão citar vários problemas que eu também sei que existem. Venho aqui, hoje, como torcedora de uma seleção que luta e sofre dentro de campo para retribuir dar alegria para a torcida, mesmo que sejam pagos por isso. Que vem entreter ricos, pobres, negros e brancos para lhe tirar um grito de gol e ver a felicidade nos lábios. Está tendo copa. Tem copa, sim. Tem Brasil, sim. Tem torcedor, sim. E eu estou na rua, em casa, nos bares, nas fun fast. Estou aonde o meu coração me levar para gritar gol e no final sambar. Por que mesmo que uns e outros não goste: Sim, esse é o Brasil de vários ritmos, mas conhecido pelo samba. De várias festas tradicionais, mas lembrado pelo carnaval. O mesmo Brasil que vem amadurecendo lentamente nos outros esportes, mas que ainda sim, mesmo não sendo o grande favorito da copa, nós somos o país do futebol. É taça na raça. É coração a mais de mil. É com erros e defeitos. Esse é o meu, o seu, o nosso: BRASIL.


Plus Size


Imagem- Google

Quem dita padrão de beleza? Hoje temos facilidades de informação. Certo! Temos, também, um leque de opções. Começaram a entender que o manequim não terminava no número 42. E que não há só um tipo de pele ou cabelo. O que dirá das cores. Agora a moda encontrou um novo público alvo. O mundo plus size vem em voga para ressaltar um pouco da exclusão que o público acima do peso sofreu durante anos. Uma moda originada nos Estados Unidos, vem chegando no Brasil e se acomodando com foça total.
Dois anos atrás eu começava a escutar sobre essa nova tendência no mundo da moda. Muito timidamente começava a tomar conta de programas de variedades e telenovelas. Atualmente discutida com mais liberdade e nem um pouco de timidez a moda plus size rouba a cena e deixa muitos padrões tradicionais no chinelo. Obviamente não com a dimensão dos demais.

Mas não pensem que basta estar acima do peso para entrar nesse mundo. Requer muita técnica e disciplina. Há, assim como para modelos padrão, muitos mercados para as modelos plus size, mas nada é dado de graça. Apesar de “não precisar” se privar das gostosuras, tem todo um cuidado envolvido.

E lembrando as sonhadoras, vida de modelo não é tão glamorosa quanto parece. O trabalho é duro e muito cansativo. Agora que você sabe que novos padrões estão sendo aceito no mundo da moda, não vá com tanta sede, procure profissionais especializados e agencias serias. E com muito trabalho se torne uma excelente modelo, por você.

As Tontas Não Merecem o Céu

imagem- We heart it
 
Conforme a gente cresce muitas coisas mudam. Obvio. Mas o que torna mais importante essas fases é você perceber as suas evoluções. Quando crianças amamos e adoramos as pessoas sem limites. Independentemente do que elas nos façam ou fale. Temos a facilidade de perdoar e esquecer os erros alheios e até os nossos. Quando entramos na adolescência, facilmente somos magoados. Pequenos acontecimentos se tornam grandes tragédias. Criamos grandes casos e não perdoamos coisas banais. Percebemos nos outros erros que existem em nós, mas que neles condenamos. Nos tornamos juízes dos outros e detestamos que batam de frente conosco. É! Ser adolescente não é fácil. Ser criança era bem melhor. Surgem os primeiros relacionamentos. Os primeiros amores. Laços que, talvez, sobreviva durante toda a vida. Nos misturamos e nos perdemos no mundo que criamos. Nessa fase tudo vale, tudo é permitido. Afinal, você pode e tem o direito de errar. Dá tempo de concertar e você ainda pode colocar a culpa na idade, na imaturidade. A mesma imaturidade que depois dos quinze aprendemos a berrar ao mundo que temos. Gritamos também que temos personalidade e ditamos o que iremos fazer e o que nunca faremos. Uma fase longa. Os relacionamentos são alimentados de altos e baixos. Descobrimos o ciúme, a rotina a dois, como lidar com a sogra, com os amigos dele, entre outras coisas. Até que temos que dar adeus ao ensino médio. Tudo vai mudar. E ai você vai descobrir que o mundo da escola, que foi bem cruel, pode ter sido os melhores anos da sua vida. Na perspectiva da preguiça, posso confessar também. Mas todo o resto faz muita falta, como estar com os amigos todos os dias. Mas logo vem a faculdade, um novo mundo, novos amigos e muitas outras informações. O que aprendemos mais rápido é a pressa. Ter pressa. Temos que ser ligeiros. Tudo passa com uma rapidez incrível. Começamos a não ter tempo. Estar com os amigos torna-se difícil. Aquele tempo de bobeira depois da escola é substituído por um almoço rápido para poder correr para o trabalho ou estágio. Até a vida sentimental cobra mais. Tudo vem te pedindo mais tempo e responsabilidade. Uma chatice completa? Não. Aprendemos a nos “virar”. Tornamo-nos verdadeiramente independente. Mas não nessa velocidade. Apesar de tudo pedir pressa, as coisas acontecem no seu tempo. E pode demorar. E demora! Mas tudo se encaixa. Ai você tem a certeza de que não vai morrer porque terminou o namoro. Ou achar que aquela briga com a sua mãe vai durar para sempre e vocês jamais iram se falar novamente. O contrário, ela vai se tornar sua melhor amiga. Vais entender que nem todos que te rodeiam e sorri em sua direção gosta de você ou é seu amigo. Vai aprender a lidar com todas as situações e ceder quando necessário. Vai cair muitas vezes até se tornar uma mulher. E então irá descobrir que as tontas não merecem o céu.