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É difícil decidir. Você não acha?
Toda decisão vem acompanhada de uma consequência. Boa ou ruim. Não há como
saber, pelo menos na maior parte das vezes, se está tudo certo ou errado. Quem
sabe decisão esteja sempre na mesma sentença que o verbo arriscar. Você decide
que irá se arriscar e gera uma consequência. Essa regra não vale para decisões
com resguardo de outros. Afinal, a decisão é sua e o problema que ela gerar
também. Não vale se colocar como coitadinha, ou “fazer” a deprimida. Aquela
personagem em que o mundo não presta atenção, marginalizada, esquecida e
descriminada. Chega né gente. Tenho alergia de gente que adora se fazer de
coitadinha. Confesso que já tive o meu tempo. E naquele tempo chamavam de manha
de criança. Enfim... Passou, graças aos céus. O ponto focal é que é um saco
ouvir pessoas se lamentando sem procurar um rumo para tomar. Que saco! Nada cai
do céu, fora a chuva. Corre atrás. Ninguém está isento de sofrer ou sentir-se
mal por alguma coisa ou alguém. Mas não dá para ficar batendo sempre na mesma
tecla, certo?! Para tudo tem um tempo e uma saída. A curto, a médio ou a longo
prazo. Entretanto, há. O importante é lembrar que nada na vida é de graça. E
que ficar em casa se lamentando não vai resolver seus problemas. Contar aos
outros também não, pode até aliviar, mas não vai resolver. Não dá para buscar a
solução do seu problema no outro. Seja quem for. Seja qual problema for. Você é
dono do seu destino. Você vai ser as escolhas que fizer. Escolher é decidir.
Não coloque no outro as suas frustrações e culpa. Ninguém tem culpa, a não ser
você mesma. Chega de discursos feministas infundados, copiados e incrédulos; a
menos você acredite verdadeiramente e viva a ideologia. Seja mais fiel a você
mesma e se assume como é. A coisa mais chata é ver a falsidade e descaso nas
pessoas. Eu não sou perfeita e nem hipócrita, que é um tanto contraditório.
Nunca usei de mentiras e nem me omiti para conseguir algo, ou me aproximar de
alguém. Sempre fui eu e me mostrei nua e crua aos que me acompanham. Deixei cair
as máscaras e vesti minhas decisões. Foi assim, simples e não menos complicado.
Só que fazer sempre o que os outros esperam que você faça é muito ruim. Te tira
a identidade e o direito de errar. O aprendizado de viver é o errar. Cair e
levantar várias vezes. A dignidade não mora no que você tem, mas sim no que
você é. E como já li em algum lugar “ o que é simples me fascina”. Na
simplicidade conhecemos o Eu do outro. Decidam por ser o que há melhor em você.
Mesmo que não agrade a todos.

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