E aí, vamos fingir que nada aconteceu? Vamos deixar pra lá, esquecer o que passou? Deixar que o tempo passe e o caso, a confusão acabe ou seja esquecida. Vamos levar na "manha", e se sorte tivermos, assim, parecido com o tempo, o vento leva. Deixa para lá! Afinal para que conversar? Debater, para quem sabe, no presente momento, se entender. Deixa para lá! Para que conversar? Eu posso gritar, fazer manha, dar birra e você facilmente ceder ao meu capricho, aos meus consceitos facilmente adaptáveis. Porquê deixar que você argumente? Eu vou mesmo te irritar com a minha cara de quem não se importa. E muito menos vou dar ouvidos para o que você fala. Porque eu vou te fazer perguntas e te pedir um ponto de vista, se eu não ligo? A minha verdade vai imperar. DE-SIS-TE! Eu não vou deixar você me ganhar com seus argumentos. Estou fechada nos meus, os que eu acho consistente. E que, diga-se de passagem, são verdades absolutas. Não! Você não vai apontar os meus erros. Eu aponto os seus. Sou correta, o mundo que está contra mim. Você me deve amor, e eu estou aqui te cobrando. Anda! Agora você vai se calar. E não vai ser porque você aceita ou concorda, mas por me amar o suficiente para saber que eu não tenho maturidade para acatar o meu erro ou entender seu ponto de vista. Você sabe que o meu mundo é fechado, e que eu não abro à visitação. Você me ama o bastante para confrontar o meu erro e conceder-me a dúvida. E mesmo vendo que eu não vou ceder, continua a tentar. Mas uma coisa eu já aprendi e vou te falar: Você só vai me aturar enquanto me amar!
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