segunda-feira, 13 de abril de 2015

Deixe que me beije!



Não me esqueço um dia sequer do seu beijo. Da delicadeza dos seus lábios tocando a minha pele.  Transmissão direta de amor. Como se a cada toque me trouxesse um cuidado diferente.  Bem mais que só um abraço apertado.  O beijo e sua evolução.  Demonstração de intimidade.  A maior intimidade que a alma me oferta,  sem cobrar qualquer cifrão.  Sem qualquer designação de cor, etnia,  ou classe social.  O beijo é uma linguagem universal. Mesmo com suas distinções. Com seus vário tipos e sabores.  Assim como pluralizamos o amor,  também fizemos com a forma de demonstra-lo.  É frouxo,  é  apertado,  seco, molhado, apaixonado,  fraterno.  Seja qual for.  Seja de quem for.  Não deixe de me beijar.  Deixa a transgressão acontecer e ao final o riso frouxo aparecer.  Deixa que seja. Que seja permitido, concedido e aproveitado.  Não force! Mas não esqueça dos "roubados".  Seja na música, no livro, no filme, na praça. Veja,  pratique e se entregue. Deixe que eu te eleve.  Vou deixando que me leve, me conduza.  Com cuidado, não abusa! Não seja leviano,  ou acabou àquele encanto.  Não me julgue.  E não pare de beijar.  Essa é a forma mais educada e mais gostosa de calar.  

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