Não me esqueço um dia sequer do seu beijo. Da delicadeza dos seus lábios tocando a minha pele. Transmissão direta de amor. Como se a cada toque me trouxesse um cuidado diferente. Bem mais que só um abraço apertado. O beijo e sua evolução. Demonstração de intimidade. A maior intimidade que a alma me oferta, sem cobrar qualquer cifrão. Sem qualquer designação de cor, etnia, ou classe social. O beijo é uma linguagem universal. Mesmo com suas distinções. Com seus vário tipos e sabores. Assim como pluralizamos o amor, também fizemos com a forma de demonstra-lo. É frouxo, é apertado, seco, molhado, apaixonado, fraterno. Seja qual for. Seja de quem for. Não deixe de me beijar. Deixa a transgressão acontecer e ao final o riso frouxo aparecer. Deixa que seja. Que seja permitido, concedido e aproveitado. Não force! Mas não esqueça dos "roubados". Seja na música, no livro, no filme, na praça. Veja, pratique e se entregue. Deixe que eu te eleve. Vou deixando que me leve, me conduza. Com cuidado, não abusa! Não seja leviano, ou acabou àquele encanto. Não me julgue. E não pare de beijar. Essa é a forma mais educada e mais gostosa de calar.
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