quinta-feira, 26 de março de 2015

Expectativas

Ela só não queria ser comum. Ou ser mais uma em meio a tantas. Aquelas mesmas expectativas,  aqueles mesmos desejos. Sentia-se diferente. Como se o mundo fosse o seu novo livro,  o qual pretendia devorar até a última página.  Não havia o que a impedisse.  Dona do seu destino,  ela nunca esperou.  E apesar da sua fragilidade,  vestiu a armadura e encarou sua primeira guerra.  Aquela de confronto perigoso entre a razão,  emoção,  alegria e medo.  Qual seria o melhor caminho?  Não importa!  Usou a decisão e pediu um pouquinho de sorte.  Foi!  Como quem quisesse enxergar,  ouvir e aprender sobre tudo e todos. Ela só queria viver.  Parecia estar bem.


(Imagem retirada da internet)

 A menina se tornou mulher.  Conheceu o mundo e suas mazelas.  Deixou alguns sonhos e ideais no meio do caminho.  Descobriu que amar dói e as vezes pode ferir. 

Aprendeu que por mais que se esforce,  é impossível agradar a todos.  E de tanto criar personagens,  escolheu ser ela mesma.  Percebendo que crescer não é uma questão de números.  E que para desbravar o mundo dos outros precisamos conhecer o nosso. 

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