Ela só não queria ser comum. Ou ser mais uma em meio a tantas. Aquelas mesmas expectativas, aqueles mesmos desejos. Sentia-se diferente. Como se o mundo fosse o seu novo livro, o qual pretendia devorar até a última página. Não havia o que a impedisse. Dona do seu destino, ela nunca esperou. E apesar da sua fragilidade, vestiu a armadura e encarou sua primeira guerra. Aquela de confronto perigoso entre a razão, emoção, alegria e medo. Qual seria o melhor caminho? Não importa! Usou a decisão e pediu um pouquinho de sorte. Foi! Como quem quisesse enxergar, ouvir e aprender sobre tudo e todos. Ela só queria viver. Parecia estar bem.
(Imagem retirada da internet)
A menina se tornou mulher. Conheceu o mundo e suas mazelas. Deixou alguns sonhos e ideais no meio do caminho. Descobriu que amar dói e as vezes pode ferir.
Aprendeu que por mais que se esforce, é impossível agradar a todos. E de tanto criar personagens, escolheu ser ela mesma. Percebendo que crescer não é uma questão de números. E que para desbravar o mundo dos outros precisamos conhecer o nosso.


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